O Triângulo de Karpman

“30 de janeiro – Para muitas de nós, o tratamento de recuperação consiste em aprender a fazer exatamente o oposto do que sempre fizemos.” – Meditações Diárias para Mulheres que Amam Demais, Robin Norwood

O programa de recuperação de dependências baseado em Doze Passos é realizado por leigos dispostos a colaborar entre si. É gratuito, exige anonimato de seus participantes e é um local onde evita-se dar conselhos (mais conhecidos como o jargão “dar retorno”). Basicamente, um grupo de mútua ajuda anônima é o avesso do que a psicoterapia normalmente oferta.

Então, porque abordar o Triângulo de Karpman (TK) neste site? Pois a princípio o TK seria de interesse de terapias individuais tradicionais. Vamos deixar essa explicação por conta da autora norte-americana Melody Beattie em seu livro “Codependência Nunca Mais” que faz parte de literaturas endossadas de diversos grupos anônimos.

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Uma representação bastante básica e clássica de como se desenvolve um diálogo típico entre pessoas que – inadvertidamente, é claro – estejam praticando o jogo envolvido no Triângulo de Karpman (perseguidor-salvador-vítima alternadamente) foi bem representada pela psicóloga norte-americana Robin Norwood em seu livro “Mulheres que amam demais” que inspirou a criação da irmandade MADA – Mulheres que Amam Demais Anônimas:

 

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Quanto mais se participa de reuniões de irmandades anônimas e se estuda suas literaturas endossadas mais se destaca o valor de se conhecer e evitar de praticar as representações indicadas no TK. Na verdade, o ato de conversar após se “apertar a tecla stop” da prática do jogo ou TK na vida diária significa que dialogar perde tanta carga de drama e a vida se torna tão mais simples que causa até mesmo um certo estranhamento. Que absurdo! Viver uma vida simples e sem praticar ou sofrer manipulação ser incômodo de se acostumar! É para isso e muito mais que continuamos voltando. O segredo sempre está na próxima reunião.

“É nos relacionamentos que demonstramos nossa recuperação. Cuidar bem de nós mesmos não significa evitar relacionamentos. O objetivo da recuperação é aprender como funcionar nos relacionamentos.” Para Além da Codependência, Melody Beattie.

2 comentários em “O Triângulo de Karpman”

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