Prestar Serviço e as Tradições

 

NA OPINIÃO DO BILL 155, Construído por um e por muitos, “Damos graças a nosso Pai Celestial que, através de tantos amigos e através de tantos meios e canais tem nos permitido construir esse maravilhoso edifício do espírito, no qual estamos agora residindo – essa catedral, cujos fundamentos já repousam nos quatro cantos do mundo.

Em sua enorme edificação inscrevemos nossos Doze Passos de recuperação. Nas paredes laterais, os esteios das Tradições de A.A. foram colocados para nos manter em unidade até quando Deus quiser. Ansiosos corações e mãos levantaram o espiral de nossa catedral em seu devido lugar. Esse espiral leva o nome de Serviço. Que ele possa sempre estar apontado em direção a Deus”.

Quando chegamos a uma sala de reunião em que se pratica dos Doze Passos de forma anônima, logo vamos tomando conhecimento dos “Passos” em si. Porém, em dado momento é falado sobre a 7ª Tradição. O que é isso? podemos nos perguntar. Logo após, ouvimos falar sobre a 12ª Tradição? Além de Passos também tem essa Tradição? é um possível pensamento.

Nos Doze Passos conhecemos uma maneira estruturada e sucessiva de se buscar a serenidade espiritual – em nossas vidas, relacionamentos e circunstâncias. As Doze Tradições nos apresentarão uma forma harmoniosa de sustentar os relacionamentos dentro do grupo visando e viabilizando a sobrevivência do próprio grupo. Se os membros de uma irmandade anônima irão prestar serviço voluntariamente é necessário que exista uma diretriz elementar sobre a maneira como essa prestação de serviço se desenvolverá. Afinal, são pessoas de origens diferentes, até então desconhecidas, vivendo algum sofrimento pessoal interagindo por um propósito específico da manutenção funcional do grupo. É preciso uma norma de conduta que simplifique o processo e é para isso que as Tradições foram pensadas.

São elas:

AS DOZE TRADIÇÕES DE ALCOÓLICOS ANÔNIMOS 
 1. Nosso bem-estar comum deve estar em primeiro lugar; a recuperação individual depende da unidade de A.A.
2. Para nosso propósito de grupo, há somente uma autoridade suprema, um Deus amantíssimo que Se manifesta em nossa consciência grupo. Nossos líderes são apenas servidores de confiança; não governam.
3. O único requisito para ser membro de A.A é o desejo de parar de beber.
4. Cada Grupo deve ser autônomo, salvo em assuntos que digam respeito a outros Grupos ou a A.A. em seu conjunto.
5. Cada Grupo é animado por um único propósito primordial – o de transmitir sua mensagem ao alcoólico que ainda sofre.
6. Nenhum Grupo de A.A. deverá jamais emprestar o nome de A.A. endossar ou financiar qualquer sociedade ou empreendimento alheio à Irmandade, a fim de que problemas de dinheiro, propriedade e prestígio não nos afastem do nosso objetivo primordial.
7. Todos os Grupos de A.A. deverão ser totalmente autossuficientes, rejeitando quaisquer doações de fora.
8. Alcoólicos Anônimos deverá manter-se sempre não-profissional, embora nossos centros de serviços possam contratar funcionários especializados.
9. A.A. como tal jamais deverá ser organizado podemos, porém, criar juntas ou comitês de serviço diretamente responsáveis perante aqueles a quem prestam serviços.
10. Alcoólicos Anônimos não opina sobre questões que lhe são alheias; portanto, A.A. jamais deverá aparecer em controvérsias públicas.
11. Nossa política de relações públicas baseiam-se na atração em vez da promoção; precisamos sempre manter o anonimato pessoal na imprensa, no rádio e em filmes.
12. O anonimato é o alicerce espiritual de todas as nossas Tradições, lembrando-nos sempre da necessidade de colocar os princípios acima das personalidades.
 (Direitos autorais de The A.A. Grapevine, Inc; como publicado em aa.org.br)
Observando a união e continuidade do grupo acima dos interesses individuais. Esclarecendo preferência pela organização interna baseada na prestação de serviço voluntário temporariamente alternado e a tomada de decisão baseada em votações que permitam que o Poder Superior se manifeste. Isentando de regras de admissão e controle de seus membros e assim viabilizando a permanência de seus participantes. Esclarecendo a autonomia dos grupos e seu único papel de prestar mútua ajuda ao participante que ainda sofre. Solicitando doações exclusivamente entre seus membros e – ainda assim – limitadas às possibilidades de cada um. Determinando o anonimato como alicerce espiritual do programa e de conduta geral.
A existência e respeito às Tradições garantem a perpetuação de nosso Programa. As Doze tradições talvez não se assemelhem a uma ferramenta de recuperação, mas são elas o fundamento para que tudo o mais ocorra apropriadamente: para o grupo, para a reunião, para cada um; em todas 24 horas.
“Não é somente a alguns que devemos o notável desenvolvimento de nossa unidade e de nossa capacidade de levar a mensagem de A.A. a todos os lugares. Devemos a muitos; na verdade, é ao trabalho de todos nós que devemos essas maravilhosas bênçãos”.
1 – A.A. Atinge a Maioridade, pág. 209, 2 – Palestra de 1959

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