O CoDependente diante do outro

“Sou capaz de ouvir sem dar conselhos”. – Afirmação de CoDependentes Anônimos

Em programas de recuperação baseados em Doze Passos, cada indivíduo que vier a integrar algum de seus inúmeros grupos encontrará um desafio específico. Quer seja se tratando de adictos químicos, comportamentais, codependentes ou outros; não há a ilusão de que as questões de um sejam necessariamente mais fáceis de se “resolver” do que de outros.

Para quem está de fora de um programa como esse, tal impressão se relaciona às vezes em considerar que questões de foro íntimo capazes de levar a consequências legais – tais como prisão ou processo ou mesmo a condenação moral aberta da maioria – sejam necessariamente mais difíceis de lidar do que aqueles que lutam com questões relacionadas às emoções, por exemplo. Quem está nas salas provavelmente conhecerá pelas próprias experiências o quão difícil possa ser a superação de quase todos os quadros mesmo diante de muita disciplina. E disciplina é algo que nem todos dispõem, nem todo mundo gosta, dá trabalho e de fato, exige muito daqueles que se dispõem a dominá-la. Toda e qualquer recuperação toma tempo e esforço, muito mais tempo e esforço do que normalmente se gostaria de admitir.

Neste post será considerado as dificuldades de relacionamentos entre o adicto – seja ele químico ou comportamental ou outro fator gerador de estresse – e seu espelhamento codependente. Quem poderia ser um codependente? Pais, filhos, irmãos (ou outros familiares próximos), os relacionamentos sexo-afetivos (cônjuges, namorados, amantes, etc), amigos íntimos; enfim, se pararmos para pensar bem há MUITO mais pessoas codependentes em escala planetária do que pessoas adictas ou “com problemas” de uma forma geral. Mas, como os adictos geralmente possuem seus problemas catalogados em artigos penais, é tão mais conveniente apontá-los como os grandes causadores de problemas. Se isso for de fato uma verdade, eles nunca o são sozinhos.

Seria possível escrever muito a respeito dos aspectos conflituosos da relação entre codependentes e adictos sem que alguém “de fora” fosse capaz de alcançar o cerne do problema. Na verdade, é o mais comum de se encontrar: excelentes textos da temática codependência e dependência emocional para quem já os estuda e interpreta há bastante tempo, mas um tanto “nebulosos” para quem ainda está começando seus primeiros passos no Programa – ou ainda nem sequer começaram – ou sabem que poderiam se beneficiar de um.

Então o recurso desse post será reproduzir o trecho de um livro chamado “Ame a Realidade” da autora Byron Katie. Esse livro está esgotado e somente consegui meu exemplar através da “busca por raridades” da plataforma de revenda de livros usados Estante Virtual. Tal obra NÃO CONSTITUI LITERATURA ENDOSSADA de grupos anônimos mas apresenta uma passagem interessante sobre o diálogo de duas mães a respeito de suas filhas adictas. De suas 322 páginas, 5 folhas estão reproduzidas aqui. É o mais claro que há para se ilustrar a questão para quem estiver dando seus primeiros passos em conhecer a literatura de codependência.

Este slideshow necessita de JavaScript.

“O único comportamento sobre o qual tenho algum controle é sobre o meu mesmo”. – Afirmação de CoDependentes Anônimos

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s