5º Passo

“5. Admitimos perante Deus, perante nós mesmos e perante outro ser humano, a natureza exata de nossas falhas.”

O Quarto Passo é especialmente difícil por estarmos lidando às vezes pela primeira vez com questões íntimas desconfortáveis. Porém, o encaramos e o fizemos. Colocar a história de nossa vida junto com nossos erros e acertos nos proporcionou uma perspectiva ímpar a respeito de quem temos sido de fato ao longo do tempo. Porém, foi justamente atitudes de defesa desse Eu talvez sensível demais que elaborou um ego-personalidade que tomou decisões equivocadas.

Não estamos vivendo mais em função disso. Precisamos dar um fim a esta antiga maneira de viver. No Quinto Passo, lemos o Quarto Passo para nós mesmos. Queremos também que nosso Poder Superior nos guie sabendo quem realmente temos sido e quem de fato na verdade gostaríamos de ser: um novo Eu equilibrado e são. Lemos nosso Quarto Passo para outra pessoa (quase sempre o padrinho/madrinha ou líder espiritual ou um terapeuta*) como maneira de nos aceitarmos, com a segurança da confidência de quem se dispõe a ouvir. É um exercício de coragem e confiança que nos treina para a vida. É um exercício para evitarmos as dores e más decisões da solidão e sabermos sermos capazes de partilhar nossas vivências com pessoas adequadas.

Nossas vivências, aos poucos descobrimos, não foram um martírio isolado e nem mesmo algo vergonhoso a se esconder; mas apenas mais uma entre milhões de vidas expostas ao sucesso e fracasso diários, com picos de alegria e de dor ao longo de sua biografia. Ao aceitar a nossa história, encontramos conforto, reduzindo nossa dor. Ao partilhar nossa história com alguém de confiança, nos lembramos do valor inestimável de cultivar amizades.

Se considerar alguma passagem complicada demais em ser compartilhada, apague-a ou destrua. O importante é que tenha sido revista no contexto de seu inventário moral. Mais tarde, caso venha a se sentir mais à vontade, refaça seu Quarto Passo e compartilhe-o de maneira completa. Respeite-se até onde consegue chegar.

Descobrimos que muito do que é “normal” não funcionou para nós e aprendemos a nos desviar de situações-iscas (que nos “atacam” emocionalmente) e que funcionariam em nós como gatilho (em que elaboramos reações emocionais em resposta – normalmente péssimas!). Aprendemos a viver segundo nossas necessidades.

Neste Passo, exercemos a confissão, aprendemos a contar e a aceitar a nossa história, que se torna uma entre muitas em nosso íntimo.

Sugestão de Ferramenta de Recuperação:
Agenda com contatos telefônicos de outros companheiros de irmandade com quem se tenha afinidade.

*Observação: Poupe seus familiares, cônjuge, filhos, amizades e colegas de trabalho dessa etapa; eles não estão nas salas e podem não ter a compreensão necessária ao seu depoimento. Preserve-se de possíveis fofocas e preserve-os do que não foram preparados a vivenciar.

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