8º Passo

“8. Fizemos uma relação de todas as pessoas a quem tínhamos prejudicado e nos dispusemos a reparar os danos a elas causados.”

Este passo é praticamente autoexplicativo: enquanto sem perceber nos permitíamos dominar por variadas e às vezes dissimuladas formas de dependência, eventualmente fizemos outras pessoas sofrerem ou mesmo causamos danos físicos ou materiais. As soluções que elaboramos para eventualmente tornar suportáveis antigas dores, com o passar do tempo acabaram por se tornar ainda mais penosas que os problemas iniciais e essa situação ao fugir de nosso controle acabou por afetar a terceiros, quase sempre.

Essa etapa consiste apenas em fazer a lista. A quem prejudicamos? A nós mesmos? Aos nossos filhos? Aos nossos pais e a outros parentes? Aos nossos chefes e colegas de trabalho? Vizinhos e amigos? Cônjuges, namorad@s, casos, conhecidos eventuais? Desconhecidos? Faça a lista de com todas aquelas pessoas eventualmente impactadas por seus processos de dependência ou questões emocionais não resolvidas, ainda que você não possuísse consciência na época.

Assim, encaramos os fatos: talvez tenhamos sido “destruídos”, talvez tenhamos elaborado um processo de “autodestruição”, mas inebriados por nosso egocentrismo acabamos nós mesmos sem notar realizando algumas formas de mal no mundo. Logo, devemos reparação! Ao nos conscientizarmos do mal realizado por nós mesmos descobrimos que por detrás das vítimas indefesas havia “alguém”, um indivíduo. Isso também nos ajuda a romper com esse péssimo subterfúgio de responsabilidades (vitimização e minimização) e a nos encarar enquanto seres-humanos sujeitos a erros e acertos. E se erramos e gostaríamos de obter formas de perdão pelo que fizemos, simultaneamente, nos instrumentaliza ao ato de perdoar aqueles que talvez tenham nos ferido em alguma fase de nossas vidas.

Durante essa etapa nos aconselhamos com nosso Poder Superior, padrinho/madrinha, depoimentos em partilhas, literatura endossada quais as melhores maneiras em nos preparar para agir sem magoar aos outros e igualmente sem nos magoar.

Uma boa estratégia é a de gerar duas listas, sendo a primeira de pessoas a quem devemos perdoar. Observando nossos pensamentos e reações emocionais em cada pessoa da primeira lista acabamos compreendendo o que possa vir a influenciar às pessoas da segunda listagem a quem talvez busquemos a pedir perdão e suas possíveis reações. Assim, adequamos nossa abordagem caso a caso. Este será o início de um relacionamento mais próximo e honesto com aqueles a quem a vida aproximou de nós pelas mais variadas razões.

Neste passo, identificamos a quem prejudicamos em momentos de insanidade e buscamos reparação e perdão. Talvez também sejamos perdoados.

Sugestão de Ferramenta de Recuperação:

Perdão.

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