Breve introdução aos 12 Passos

passos

É mais fácil começar a falar sobre o que Doze Passos não sejam: não são regras, não são obrigações, não são uma lei e muito menos uma religião.

E a que se aplicam os Doze Passos? Para a superação de dependências e problemas emocionais em suas múltiplas formas. Quem necessitaria dos Doze Passos? Quem deles se aproximar. Talvez o adicto (ou a pessoa com outro problema qualquer) não busque ajuda, mas existem salas específicas para atender aqueles que convivem com pessoas com questões interiores conturbadas e que passam igualmente a necessitar de ajuda especializada após terem seus pensamentos e comportamentos influenciados (irei mais fundo, corrompidos mesmo) por convivências disfuncionais. E acredite, mudando-se, abre-se uma imensa janela de oportunidade para que os demais ao redor mudem também. Ou, ainda que no pior dos casos, aceite-se o que não se pode mudar com serenidade (o que em muitas situações já representaria um completa mudança de perspectiva e vida diária).

Doze Passos vou me atrever a definir, são como orientações: quem quer, adota-o; quem quer, pratica-o. Quem quer apenas quem quer. E porque se faz? Porque outras pessoas vêm até as mesmas reuniões em que estamos para dizer: eu fiz e vivo melhor assim desde então. Quem diz não está em uma página de revistas, nem faz parte de uma estatística no jornal e nem é uma personalidade no que quer que seja sendo entrevistada. Quem diz, está sentado próximo e quase sempre se torna em um conhecido ou amigo; alguém que se pode ouvir repetidas vezes, alguém que se pode observar diretamente seus progressos e alguém em que se passa a confiar por própria decisão. Nada é obrigado, nada é imposto; as pessoas seguem os Doze Passos porque observam resultados diretos em pessoas próximas e tão comuns assim como elas. E assim, decidem seguir com o programa.

Doze Passos são tão simples que em pouco tempo qualquer um memoriza suas premissas passando a estabelecer um modo pessoal de seguir suas etapas, pois, repetindo, nada é imposto. Alguns irão trabalhar um passo mês a mês, outros tentam adotar as fases simultaneamente, outros acompanham os passos conforme apresentado nas reuniões; enfim, fazendo como fizer o importante é que seja adequado a quem assim decidir adotá-lo.

Então, qual a finalidade de um manual para Doze Passos? Praticamente nenhuma. Na verdade, este trabalho se concretiza mais como um disseminador do trabalho existente em Salas de Doze Passos do que um manual a frequentadores propriamente, afinal , como diz a décima primeira tradição de Alcoólicos Anônimos, a célula-mãe dos demais grupos de mútua ajuda: “Nossa política de relações públicas é baseada na atração em vez de promoção”. Os Doze Passos organizam a programação das pessoas enquanto que as Doze Tradições organizam o funcionamento dos Grupos em termos de rotina nas Salas e política de prestação de serviço.

Leituras endossadas e reuniões orientadas pelas 12 diretrizes; é tudo o que há. Simples, gratuito e capaz de redirecionar vidas para novos destinos mais promissores, se assim se desejar.

Nos próximos capítulos, cada Passo será comentado de maneira independente para melhor esclarecer a proposta deste Programa de Recuperação de Dependências. Porém, reafirmo, são propostas laicas e leigas (não sou especialista em psicologia ou similares), e cada comentário ao longo destas páginas retratarão uma opinião pessoal assim como meus pensamentos a respeito do programa não estando vinculados a nenhum programa do grupo especificamente. A quase totalidade de propostas amalgamadas nos textos seguintes foram retiradas de livros e textos endossados e depoimentos em reuniões de 12 passos e sintetizados de uma forma original que vise expressar minha admiração e gratidão pessoal pela existência dos mesmos.

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