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Propósitos de Vida

Em doze passos buscamos um equilíbrio completo: físico, mental e espiritual. Buscamos o bem-estar interior, exterior e com os demais que nos cercam. As atividades que realizamos (ou deixamos de realizar) também passa a ser reavaliada em alguns casos. Podemos passar a exercer nossas atividades com mais paixão, abandoná-las, trocá-las ou iniciar novas tarefas para as quais não havíamos dedicado atenção antes da entrada nas salas de terapia de grupo anônimas.

Por algum tempo, uma missão de vida – ou dharma segundo a cultura indiana – me pareceu bastante complicado e obscuro. Porém, percebi que encontrar uma missão de vida particular dificilmente difere de realizar algum tipo de atividade de cunho coletivo, mesmo quando travestida de alguma sofisticação atual.

Há infinitas formas em se realizar espiritualmente, mas se por fim atende a algum objetivo arraigado da história humana é mais provável de obtenha êxito. O que seria dos códigos de programação das redes sociais se não satisfizessem essa alusão tão necessária quanto primitiva de “estar junto dos nossos”, né? E ao mesmo tempo a alegria que traz o ato de “criar” algo através do esforço individual mas que esse algo seja importante coletivamente, (re)conhecido pelos outros.

Faz todo sentido, já que vivemos em pequenas organizações sociais por um período histórico muito mais extenso do que o atual. Esse jeito antigo de viver ainda perdura em quase todos os continentes mesmo já no século XXI. Segue uma breve lista de sugestões, pois somos 7 bilhões de serem humanos apenas na atualidade, cada um com sua história e jeito de ser e viver.

Descobrir uma missão pessoal ou simplesmente adotar alguma tarefa como tal, segundo dizem baseado nos trabalhos de Fritz Perls, oferta um estado de fluxo onde a atividade nos absorve com tamanho prazer que chegamos a perder a noção de tempo e nos sentimos energizados por exercê-la (ao invés de esgotados e estressados como costuma acontecer nos trabalhos impostos por ouras razões).

Arte – Elaborar objetos únicos (seja por exclusividade ou uma padronização cultural específica)

Artesanato – criar e produzir seriadamente objetos de padrões tradicionais. Fazer cestaria, brinquedos, objetos e ferramentas

Cantar – criar canções, cantar sozinho ou em grupo, manter tradições de canto, ensinar a cantar

Cozinhar – sozinho ou em grupo, restaurante ou fornecimento

Competir – jogos, esportes, concursos e campeonatos

Conversar – coaching, ensinar, palestrar

Construir – abrigos, casas coletivas e templos, espaços públicos e de interação social

Criar animais – ter um pet, fazer abrigos para animais desamparados, trabalhar em uma ONG, aderir à causa animal, resgatar animais em risco

Cuidar das crianças (abrigar) – cuidadores, orfanatos

Cuidar das crianças (educar) – escola, cursos

Cuidar dos doentes – cuidados paliativos e terapêuticos. Remédios e tratamentos. Ensino da profilaxia

Cuidar dos idosos – Ex: assistência social

Cuidar dos “outros”- Ex: estrangeiros, deficientes, perseguidos políticos/religiosos/sociais

Cultura – São recentes mas envolvem a atenção da criatividade humana: fotografias, quadrinhos, vídeos e desenhos animados

Dançar – organizar festas e ocasiões propícias a unir canções e movimento

Desenhar – em superfícies, em tatuagens e outros objetos

Encenar – Dramatizar histórias com personagens

Esculpir e Modelar – troncos, pedras, gelo, ovos, ossos, conchas, papel, metal, gesso e argila

Escutar – ser terapeuta, conselheiro, amigo, atender no CVV, exercer a empatia

Esportes – Se dedicar, apoiar ou treinar pessoas

Fantasia – Escrever, reproduzir teatralmente, fazer indumentária

Moda – criar estilos ou reproduzir bem estilos consagrados ou criar roupas especiais

Música – criar e tocar instrumentos, criar ritmos

Orar – ensinar sobre as origens da vida e a prestar reverência de maneira tradicional

Orientar – arbitrar em conflitos, aconselhar visando harmonia, participar da vida política

Plantar – hortas, pomares, jardins, florestas, canteiros, jardins de inverno e terrários

Realizar eventos – reunir pessoas com objetivos ou características em comum

Tecer e estampar – Ex: criar ou produzir as vestes; usando fibras, couros e corantes

Treinar – Ensinar pessoas a realizar tarefas

Com certeza esqueci de alguma coisa… A beleza do que nos faz humanos e únicos é infinita!

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Fechar um Ciclo, Recomeçar um Ciclo

O ano de 2017 2018 está a poucos dias de seu término. Para alguns, é o momento de celebrar as conquistas vividas e alcançadas. Para outros, é a vivência do sentimento de dias que ao se encerrarem, não terão feito falta ou deixado saudade. Para outros tantos, apenas mais um ano que se encerrou, sem nada demais a acrescentar de bom ou mau.

Se estamos vivos, os problemas podem aparecer de forma quase natural a qualquer um, mas há uma diferença entre as qualidades de problemas que cada indivíduo tende a experienciar em maior ou menor grau em sua vida. Como dito pelo psicanalista Carl Jung, “a vida de uma pessoa é característica daquela pessoa”.

Assim como os meses do ano, o Programa baseado nos passos de AA possuem Doze etapas. A analogia é quase que imediata; a cada mês, a ideia de um respectivo passo a se trabalhar. Não será jamais a garantia de se encerrar o período de um ano de modo a ter se tornado um ser-humano “perfeito”, mas, certamente nos tornaremos possivelmente pessoas melhores do que costumávamos ser. Que ganho! Nós agradecemos. Nossos familiares, amigos, colegas e conhecidos agradecem. Entregamos nossa contribuição para uma sociedade e um mundo mais saudável baseado na mudança daquilo que somos capazes: nós mesmos.

O ciclo de encerrar uma etapa de crescimento – baseado na ideia do ano que passou – pode nos ofertar assim um inesperado sentimento de gratidão. E o ano vindouro nos proporcionará novas situações que testarão nossas recém-adquiridas ferramentas de recuperação e o novo “eu” trabalhado em passos, tradições, conceitos e lemas; fazendo-nos crescer ainda mais. Agradeça, agradeça.

Que ao terminar desse ano, o estudo e compreensão de cada um dos Doze Passos tenha colaborado para que antigos problemas tenham sido deixados para trás permitindo que a vida nos traga suas surpresas, talvez até mesmo na forma de novos problemas, quem sabe elevados agora a noção de desejados desafios que ajudem a nos manter no ritmo positivamente crescente em nosso processo de recuperação. O ano terminou, mas nós continuamos!!!